terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Então é Natal



Entra ano, sai ano, e todo o mês de dezembro é a mesma ladainha: a aterrorizante voz de mulher me fazendo a MESMA pergunta em tudo que é lugar que eu vou. Entro no supermercado e lá vem a desgraçada... Vou almoçar no shopping e lá está ela, acompanhada de seguidores felizes e empolgados com essa época do ano. Ligo a TV para distrair um pouco e... DE NOVO! Abro o guarda-roupa e NÃÃÃÃÃÃO!
É aquela cabeluda maldita da Simone perguntando, mais uma vez, o que é que eu fiz este ano. E mais uma vez eu não tenho nada de muito legal para responder para ela. Não ganhei na Mega Sena, não conheci o Brad Pitt, não escrevi um livro, não plantei uma árvore, não tive um filho (cachorro, serve?) e meu nome ainda não foi pra calçada da fama. 

“Então, é Natal... E o que você fez?” 

Pô, filha, eu trabalhei, eu fiquei mais velha, eu fiz academia, eu tomei uns porres, eu conheci umas pessoas, eu me apaixonei, eu me desapaixonei, eu engordei, eu emagreci, eu fiquei doente... Nada interessante demais, né? Não para sair contando para quem perguntar o que eu fiz, pelo menos.
Taí a complicação desta época do ano: a gente começa a revirar os últimos 11 meses e muitas vezes descobre que não fez nem metade do que gostaria, e não aconteceu nem ¼ do que esperávamos. E aí bate aquela frustração, aquele aperto, que não tem colo de Papai Noel nenhum que cure.
É procurando grandes conquistas, grandes realizações que isso acontece. Nessas horas a gente esquece daqueles momentos aparentemente bobos, mas que realmente valeram a pena. Daquele grande feito no trabalho, que pode não ser o grande feito da vida de todos, mas que você se dedicou e saiu satisfeito com o resultado... Daquele evento que reuniu os amigos queridos de infância... Daquele abraço do pai que foi buscar na rodoviária... Daquela tarde com a melhor amiga, sem “nada” para fazer, e com muito o que falar... Daquele cara que te fez sorrir que nem boba, sem nem ao menos estar por perto... Daquele filme ridículo que você viu no cinema com o grande amigo, que valeu muitas risadas... Daquele mendigo que queria te pagar um lanche do Subway... Daquele momento triste com o pessoal do trabalho, em que se fortaleceram as verdadeiras amizades... Daquela balada de quinta-feira dançando “Boys Don’t Cry” até o chão... Daquele vídeo de Arquivo Confidencial que os amigos fizeram de surpresa, sem precisar de data especial nenhuma... 
Pois é, Simone, se eu for contar tudo que eu fiz vou perder uns dias por aqui. E você provavelmente vai achar que é coisa pouca, que é bobeira, mas no final das contas, são essas bobeiras que fazem a vida valer a pena. E o meu 2012, no final das contas, valeu. :)

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Iphone 5 e a vida



O assunto já tá atrasadíssimo, eu sei, ainda mais considerando a velocidade das informações na internet. Mas como esse blog ainda não tem a menor visibilidade (e por enquanto não tem ambição de ter), vou falar.
Minha opinião sobre o Iphone 5 é a mesma que sobre a vida: esperava mais.
Falo isso como uma usuária de smartphones para diversão e futilidades. Talvez se eu usasse para o trabalho minha opinião fosse outra. Por isso, ter processador mais rápido e afins não me atraem.
O que eu curti muito e é o que incomoda atualmente no meu Iphone 4S é a redução de peso. Comparei o meu com o Galaxy S2 e a diferença é brutal. Ando com um tijolo no bolso. Aliás, como sou mulher e carrego na bolsa, o problema ainda é menor que para os homens, imagino.
A melhoria na câmera também não foi tão grande assim. A mesma resolução para a câmera traseira e maior potência da fronteira. Não são grandes atrativos.
O pior de tudo é saber que o novo aparelho vai ter um preço absurdamente caro e inacessível. Comprei o meu em março e paguei R$1.800. É caro, mas não me arrependo nem um pouquinho. Nada comparado ao antigo Nokia X5 que eu estava usando. Uma gracinha por sinal, mas ordinário. Até para acessar as redes sociais ele era péssimo.
Agora, trocar o 4S por essa nova versão do Iphone parece não ter sentido. Eu esperava uma alteração total no design do aparelho, mas nada, tá lá, com a mesma carinha. O que parece uma crítica, ao mesmo tempo, é um grande benefício aos usuários dos aparelhos da Apple. Tendo um 3GS, um 4, um 4S ou um 5, você nunca vai se sentir desatualizado. Meu amigo tem um 3GS e quando saímos juntos confundimos os nossos celulares.
Com um preço hoje extremamente mais acessível, um aparelho como o 3GS pode ser adquirido por pessoas de classe mais baixa. Enquanto isso os poderosos compram o 5. E todos se sentem com o mesmo poder em mãos...

sábado, 18 de agosto de 2012

Sobre morrer

Não tenho medo da morte.
A morte, para mim, não é um grande dia, em que tudo chega ao final.
Também não é uma força externa que vem para levar tudo o que temos.
A morte começa em vida.
A primeira morte é causada pelo tempo. A cada dia, a cada mês, a cada aniversário morremos um pouco.
Morre o nosso eu criança, morre o nosso eu jovem, morre o nosso eu passado. E junto com eles, vai-se ainda grande parte das lembranças.
A segunda morte é causada pelos amores. Ah, esses são assassinos de primeira. Sorrateiros, chegam de mansinho, acariciam, alegram e, no fim, levam parte de nós. Eles partem o coração, órgão vital do corpo humano. Cada novo amor é um desfibrilador, que reanima o coração, fazendo ele bater ainda mais forte, mas mais cedo ou mais tarde vai tornar a pará-lo.
A terceira morte em vida é causada pelas decepções. As decepções são alimentadas por pessoas e esperanças. Basta acreditar. Basta confiar. Basta sonhar. Eis que o que parecia tão simples, ou sincero, ou certo, nos decepciona. E uma parte de nós morre ali. Dali então, o sorriso diminui a largura. A cama aparenta ser mais segura. E a lembrança vira amargura.