24 horas no dia, sendo:
- 8 horas de sono
- mínimo 1h de exercício físico
- 8 horas do trabalho
- 1h para as refeições (no meu caso um pouco menos, péssimo hábito de comer rápido e enquanto estou fazendo qualquer outra coisa)
- 1h de lazer aleatório: jogos, livros, televisão, brincar com o animal de estimação, etc.
- 1h de higiene (inclui banho, escovar os dentes no mínimo 3x ao dia por no mínimo 5 minutos, limpar a pele com adstringente, passar creme anti-idade, creme hidratante e mais alguns apetrechos aleatórios)Total: 20 horas.
Rotina básica
inspirada nas regras sociais para ter corpo/saúde ideais,
considerando que eu ainda não tenho filhos - condição que sem reduz dúvida
as horas de sono, aumenta as de higiene (que passam a ser coletivas),
aumenta as de lazer (que já não é mais tão lazer assim), e por aí
vai.
Sobram quatro horas no
meu dia “ideal”. Quatro malditas horas que eu tenho pra me
informar sobre tudo que acontece na casa do meu vizinho, no meu prédio,
no meu bairro, na minha cidade, na cidade dos meus amigos, no meu
país, na China, na Malásia, no Azerbaijão, nos locais onde existem
objetos voadores não identificados, e por aí vai. Quatro horas para
entender tudo sobre política, economia, agronegócio, saúde,
religião, cultura, astrologia, tecnologia, esportes, turismo e
gastronomia. Quatro horas que percorrem dias, meses, anos, séculos e
milênios passados e futuros. Quatro horas para pensar em construir
uma família, adquirir um imóvel próprio, crescer
profissionalmente, aumentar a renda, praticar voluntariado, aprender
uma arte marcial, planejar cirurgias plásticas, e... MANTER A
SANIDADE MENTAL.
Tragam-me os
psicotrópicos, pois eu estou psicotropeçando nessa vida louca vida,
vida breve. Vida de quatro horas. Vida de quatro, vida de cão.

Tudo isso? Quatro horas? Me ensina o segredo para te sobrar tanto tempo. V não contou o tempo de deslocamento casa-trabalho-casa, com engarrafamentos pra todo lado, mais o tempo pra se comprar os cremes e outros apetrechos, mais o tempo que se passa ouvindo os amigos chorando pitangas enquanto a gente tenta chorar as nossas... Que inveja!
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