terça-feira, 9 de dezembro de 2014
O que aprendi com Carla Perez
Ter vontade é mais importante do que ter habilidade.
Li a frase, em inglês, estampada na regata de uma garota ontem no parque. Ficou martelando o dia todo na minha cabeça. Pensei em quantas coisas eu realmente deixei de tentar por acreditar que eu seria incapaz.
Mas aí recordei de um episódio em que a vontade foi maior. E o vexame posterior também. Faltou a tal habilidade. Ao menos para seguir em frente meu projeto de... Globeleza?
Não sei exatamente o que eu tinha em mente. Mas o fato é, ser brasileira nos liga a um estereótipo de gingado e dança, particularmente o samba. Bem, estereótipo, no meu caso, na prática vira ESTE... Ó O TIPO (reação de quem flagra meu samba no pé, e no restante do corpo - que poderia muito bem ser descrito como uma mistura de bonecão do posto com Kuduro, com traços de “Ah, Lelek Lek”).
Quando eu tinha uns 8, 9 anos, a onda do momento - e o martírio dos meus pais - era o É o Tchan. Depois de muito errar com a dança da bundinha, decidi tentar aprender a “sambar” com a musa da vez: Carla Perez. Foram muitas horas de observação, até eu chegar à brilhante conclusão de que não era tão difícil assim, bastava fazer um 8 com os pés. Tipo um círculo por lado de cada vez. Certo. Deve ter sido um observador secreto das minhas práticas que criou a expressão “8 ou 80“.
Devo ter perdido - além da cabeça - uns milhões de calorias nos “ensaios”. E olha, eu realmente acreditava que estava arrasando.
Estava tudo bem enquanto as coreografias eram em casa, afinal, entre quatro paredes tudo é permitido, não? Porém, eu ousei. Ultrapassei as barreiras das paredes de casa e levei o gingado (cóóóóf) para os carnavais da vida, para os sambões do Floresta Clube, para qualquer lugar em que tocasse um pagodinho, um axé ou qualquer ritmo que desse trela. Faço um pedido público de desculpas a quem foi obrigado a assistir a tamanha vergonha alheia. Mas não posso dizer que não me diverti...
Hoje, perdi a coragem e fingi ter esquecido o tal do 8. Se toca um sambinha em alguma festa, fico tímida, apenas observando. Pelo menos até o terceiro copo de cerveja...
Mas, nesse meio tempo, descobri um grande talento: ser cover das dançarinas do Faustão. E o melhor de tudo é que dá para dançar qualquer ritmo. Um dia ainda posto um vídeo da façanha (depois dos três copinhos).
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Na época já tinha celular com câmera? kkkkk
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